Agentes saem da conversa e entram no fluxo de trabalho
A semana consolidou a mudança de assistentes que respondem sob demanda para agentes que acompanham projetos, operam aplicativos e executam processos inteiros. Ao mesmo tempo, novos modelos reduziram custo e latência. O ganho é real, mas muda a pergunta: além de qualidade, equipes precisam avaliar duração, permissões, supervisão e custo por trabalho efetivamente aprovado.
01 / Modelo
GPT-6.1 Sol aproxima capacidade de ponta do orçamento cotidiano
A OpenAI apresentou o GPT-6.1 Sol, com avanços em programação agêntica, uso de computador e trabalho profissional. A empresa diz que ele se aproxima do Astra por um quinto do preço padrão; na API, custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada, US$ 0,10 em entrada em cache e US$ 10 na saída. Na prática, ele pode substituir modelos premium em tarefas bem definidas, mas a comparação correta continua sendo custo por tarefa aceita em uma avaliação interna. Fonte
02 / Agentes
Dots introduzem agentes contínuos com computador próprio
A OpenAI começou a liberar os dots: agentes sempre ativos, baseados no GPT-6 Astra, com computador em nuvem e conexões a aplicativos. Eles podem acompanhar projetos em segundo plano e pedir aprovação antes de ações sensíveis. A pesquisa proativa usa acessos somente de leitura; regras personalizadas definem o que pode ser feito, bloqueado ou aprovado. O impacto prático é transformar delegação em política operacional: comece com escopo estreito, permissões mínimas e revisão explícita. Fonte
03 / Modelo
Claude Sonnet 5.5 mira o trabalho recorrente e bem delimitado
A Anthropic lançou o Claude Sonnet 5.5, mais de 30% mais rápido que o Sonnet 5 e, segundo seus testes, até 30% mais barato por tarefa apesar de manter o mesmo preço por token. A empresa o posiciona para correção de bugs e produção de documentos, apresentações e planilhas, reservando Opus para trabalho mais aberto e dependente de julgamento. Para quem roteia tarefas entre modelos, é um lembrete útil: escolha por complexidade e resultado, não por uma hierarquia fixa de nomes. Fonte
04 / Ferramentas
Copilot passa a operar aplicativos que não têm API
O GitHub colocou em prévia pública o uso de computador no Copilot CLI e no aplicativo para Windows e macOS. O agente pode ler interfaces, clicar, digitar e navegar entre programas, cobrindo sistemas antigos ou sem integração. O controle exige aprovação antes de acessar cada aplicativo e pode ser desligado pela organização. Use primeiro em fluxos reversíveis e com dados não sensíveis; automação visual amplia alcance, mas é menos previsível que uma API estruturada. Fonte
Fontes e edições anteriores
Consulte os anúncios da OpenAI sobre o GPT-6.1 Sol e os dots, da Anthropic sobre o Claude Sonnet 5.5 e do GitHub sobre uso de computador no Copilot. Também estão disponíveis a edição de 23 de setembro, a edição de 16 de setembro e a edição piloto.